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Historia

  • Publicado: Domingo, 09 de Novembro de 2014, 02h18
  • Última atualização em Quarta, 02 de Novembro de 2016, 11h21

Não há uma noticia certa e inconstetavel dos primeiros fundamentos da colonização da Ribeira do Assu. Relata Ferreira NOBRE (BREVE NOTICIA, pág. 44), que no ano de 1650, uma tribo de numerosos índios levantou o os seus fundamentos (da cidade), dando lhe o nome de Tabu assú, que quer dizer – aldeia grande.

Outros asseguram, porém, que, em 1668, os índios potyguares, que haviam acompanhado o chefe Camarão a Pernambuco, durante a guerra contra os holandeses, informaram ao capitão João Fernandes Vieira que, no sertão do Rio Grande do Norte, havia uma Ribeira chamada Assu, onde habitavam várias nações de tapuyos bravios, que dominavam as margens de um extenso e largo rio, do mesmo nome.
Fernandes Vieira mandou aprestar uma expedição de homens devidamente preparados. Sob a guia dos indigeneas que o informaram, a fim de tentar a colonização da mesma Ribeira. Para ali se dirigiu a expedição com grandes riscos de vida e avultados dispêndios, a qual conseguiu chegar ao lugar, onde fundou o Arrayal, para centro das operações, à margem esquerda do rio. Este nome ainda hoje é conservado, depois de passar 432 anos.
Posseguia o serviço de colonização, quando faleceu Fernandes Vieira, e a sua viúva, Dona Maria Cezar, a 14 de fevereiro de 1882, requereu ao mestre de Campo da Bahia de São Salvador, General Roque da Costa BARRETO, a concessão da sesmaria dessas terras colonizadas oor seu marido, sob a alegação de sua posse, trabalho preliminar e despresas realizadas com a conquista e a manutenção da sua gente
Portanto, de acordo com o primeiro pesquisador do Estado do Rio Grande do Norte, Manuel Ferreira Nobre, o fundador do município de Assu foi o senhor JOÃO FERNANDES VIEIRA, porém, nossos pesquisadores afirmam que ABREU SOARES, em 1687; o que BERNARDO VIEIRA levantou, em fevereiro de 1696, foi presídio de Nossa Senhora dos Prazeres, o que ficou guarnicido por 30 soldados, mantidos pelos moradores do lugar.
Concedida a sesmaria nas terras do Assu por força do alvará de 17 de fevereiro de 1682, com 15 léguas quadradas de terras a contar da embocadura no mar de um dos braços do rio assu, denominado Conchas e dali, rio acima, até chegar à lagoa do Piató; desta, ao nascente, fazendo a quadra e declinado a reta para o norte, até o litoral, onde já estava um marco de terras do mesmo Fernandes Vieira, pouco acima do lugar Caiçara de Touros.
A vista extensão da dita semaria compreendida todo o território do atual município do Assu e os demais atuais municípios desmembrados do de Assu, medindo 156 quilômetros, de norte a sul e 60 de leste a oeste, perfazendo 62.400 quilômetros quadrados
A colonização da Ribeira do Assu teve, porém, enormes dificuldades opostas pelos naturais da terra, numerosas tribo tapuya, que declsrou guerra de morte aos colonizadores, a quem causava toda sorte de danos e, medonhas investidas.
As continuam tropelias dos índios pela Ribeira do assu fizeram dali o centro das forças da guarnição do Norte, sob o comando de um capitão general, e veio dali resultar ter sido construída uma capitania independente da de Natal (Dr. Coelho Rodrigues e Dr. V. Lemos, Revista do Instituto Histórico do Rio Grande do Norte, pág. 62 do volume 1º).
Era ao tempo do governo do capitão-mor Paschoal Gonçalves de Carvalho (ver Capitães mores, do Dr. V. Lemos, pág 38) e este fez seguir para aquela Ribeira, no ano de 1686, uma expedição bem armada de 150 infantes e quatro capitães da Ordenança e os índios do terço do Camarão, sob o comando do capitão-mór MANOEL DE ABREU SOARES .
Ali chegando, a tropa encontrou destruído o Arrayal, cujas casas os índios saquearam, tendo feito grande mortandade de gente e animais
ABREU SOARES mandou dar sepultura às ossadas encontradas e seguiu na pista dos selvagens, que tinham ido prover-se de sal, em Mossoró. Ali os encontrando deu-lhes combate, fazendo grande matança, e dispersando-os, mas, perdendo no encontro dois homens e tendo um ferido.
Voltou ABREU SOARES à Ribeira do Assu, onde acampou seis léguas acima do Arraial destruindo, mandando construir, à margem esquerda do rio, uma Casa Forte, para abrigo dos soldados contra os ataques do gentio. Dali vem o nome desse lugar, ainda conservado.
Demorando-se aí por mais de 4meses, sem que o molestassem os tapuyos, resolveu Abreu Soares voltar a Natal, sendo substituído no comando pelo sargento-mór MANOEL DA SILVA VIEIRA, seu imediato.
Novos ataques dos selvagens foram repelidos por Vieira, fortificado naquela Casa, embora sem poder dar caça aos índios rebelados.
Informando o governo da Capitania, fez coltar ao Assú o capitão-mór Abreu Soares, no ano de 1687, a fim de debandar os tapuyos.
Efetivamente, Soares bateu os selvagens em novas investidas, e conseguiu prossegui-los durante 25 dias, pelos sertões afora, onde também esperavam as forças do terço dos Paulistas, desbaratando aquele bando de índios, que haviam conflagrado por toda a capitania, mas, no Assu, tiveram o seu ponto culminante.
Soares dói nessa perseguição até o Ceará, onde se aprovisionou de mantimentos, para a viagem de regresso à Ribeira do Assú, e ali chegou com três meses de viagens, acampando no dia 20 de julho de 1887. Na fralda de uma colina arenosa, à margem esquerda de um braço do rio Assu, lugar onde se diz, que fora o principal alojamento dos índios, conhecido por Taba Assú, a cerca de dois quilômetros da Casa Forte, pelo lado sul.
Ficou fundado ali um novo arraial, com o nome de Santa Margarida, em lembrança do dia em que ali chegara e da Santa nele invocada, nome esse que foi, pouco a pouco, substituindo pelo de Assú, devido à Ribeira e ao Rio.

 

 

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